ARQUEOLOGIA

O solo de Pedrinópolis esconde tesouros arqueológicos que estavam adormecidos há milhares de anos sob camadas de terra. Isso é o que conta a equipe de arqueólogos da Universidade de São Paulo (USP) que está debruçada sobre os sítios arqueológicos da região. As descobertas estão sendo realizadas em Pedrinópolis e em Perdizes.

Peças de cerâmica e utilitários de pedra estão entre os achados e, segundo os pesquisadores, datam, em sua maioria, em quase dois mil anos atrás. As pesquisas arqueológicas integram o projeto acadêmico “Quebra-Anzol-Mg” realizado pela equipe do Museu de Arqueologia e Etimologia (MAE) da USP.

A equipe é coordenada pela Professora Doutora Márcia Angelina Alves, e conta também com mestrandos e doutorandos, além de estudantes de História da própria universidade. Segundo Amanda Elias, ex-secretária de Cultura, e então responsável pelas pesquisas em Pedrinópolis, são buscadas informações sobre agricultores-ceramistas e caçadores-coletores que viveram há séculos na região sudeste.

As pesquisas incluem também, segundo Amanda, a revelação de modos de vida durante os períodos da Pedra Lascada e Pedra Polida, períodos ainda mais antigos. As primeiras descobertas foram feitas em Perdizes, durante a década de 1980, e em Pedrinópolis já no ano de 2000. Em ambas as cidades, as revelações continuam sendo feitas. Além de contarem a história das localidades de onde elas se encontram, os achados também ajudam a montar a história da região Sudeste, Centro Oeste e também do Brasil.

De acordo com a professora Márcia Angelina, que é livre-docente em Arqueologia brasileira, o foco das pesquisas é encontrar aldeias indígenas, cujas datações nos levam de 400 a 1500 anos antes do descobrimento do Brasil, até meados do século XIX.

O Museu Municipal de Arqueologia Maria Adelaide ainda está em processo de catalogação das peças, e as visitas, por enquanto, são restritas para estudantes e professores.

Para Allba Lemos, funcionária pública municipal, as descobertas geram uma curiosidade sobre a pré-história da região. Allba explica que ficou surpresa ao saber que as peças descobertas no município contavam com um valor histórico tão grande. “Não é todo dia que peças históricas, como as que foram achadas, aparecem na nossa cidade. As descobertas são um resgate de nossa história, que, como estamos vendo, é antiga. Estou ansiosa para ver todas as peças em exposição.”

Fotos: Amanda Elias, Arquivo

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